Cinco razões para assistir “O Mágico” – rápido, antes que suma de cartaz

Vai que “O Mágico” segue o mesmo destino e fica meses e meses em cartaz como o filme anterior de Sylvain Chomet, “As Bicicletas de Belleville“. Mas como a sessão não estava muito cheia e como sempre existe o risco de subitamente estar fora de cartaz, vamos com cinco razões rápidas para assistir ao filme.

1) Os desenhos são belíssimos. Os tons das cores, detalhe dos traços, na tradição do melhor das HQs e animações francesas.

2) Você já deve saber que “O Mágico” é a execução de um roteiro do genial Jacques Tati (existe toda uma controvérsia em torno desse roteiro e uma filha não reconhecida por Tati). Recriar a figura de Mr. Hulot em animação para concluir esse projeto é uma bela homenagem ao cineasta e um regalo para nós.

3) O filme, como a obra de Tati, é praticamente cinema mudo, com os recursos da riqueza de expressões que o bom desenho dá. Vale perceber como conta uma história, como mostra personagens, através do gestual e do tom dos sons que emitem, mesmo sem o que é dito por ele fazer sentido, dá para entender quem são e o que dizem. Isso é cinema! Ao não ter diálogos/nem legendas, permite o total deslumbramento com os nosso primeiro tópico, os desenhos

4) Edimburgo. A capital da Escócia, cenário da história e atual casa do diretor do filme é uma cidade linda. Entre montanhas e mar, como o Rio de Janeiro, mas nada como o Rio de Janeiro: gelada, com muitas nuvens e vento impiedoso, cheia de sombras e com uma luz em tons já quase glaciais, antiga e pesada. E ao mesmo tempo cheio de vida, álcool e animação. A cidade tem muitos níveis, e construções de tempos diferentes (ruínas, o castelo, prédios mais modernos) e ladeiras. Fiquei um dia lá procurando o túmulo do Adam Smith em um cemitério, sem me dar conta que apesar de ainda estar claro, era quase 11 horas da noite…

5) O fim do filme, com um tom diferente do habitual, ainda mais do habitual do cinema atual. Não vou estragar entregando algo dele, apenas vale dizer que achei o final muito bonito e que a forma do filme e o conteúdo do seu fim, há um evidente sentimento paralelo entre eles (provavelmente o sentimento com que deixará o cinema, mas não vamos nomeá-lo!).

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